quinta-feira, 26 de maio de 2011
Nada nos falta, porque nada somos
Ao longe os montes têm neve ao sol,
Mas é suave já o frio calmo
Que alisa e agudece
Os dardos do sol alto.
Hoje, Neera, não nos escondamos,
Nada nos falta, porque nada somos.
Não esperamos nada
E temos frio ao sol.
Mas tal como é, gozemos o momento,
Solenes na alegria levemente,
E aguardando a morte
Como quem a conhece.
Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Se tivesse uma filha, acho que seria (quase) tal e qual a da foto...
quarta-feira, 25 de maio de 2011
SOBE O PANO
Onde se solta estrangulado grito
Humaniza-se a vida e sobe o pano.
Chegam aparições dóceis ao rito
Vindas do fosso mais fundo do humano.
Ilumina-se a cena e é soberano,
no palco, o real oculto no conflito.
É tragédia? É comédia? É, por engano,
O sequestro de um deus num barro aflito?
É o teatro: a magia que descobre
O rosto que a cara do homem cobre,
E reflectidos no teu espelho - o actor -
Os teus fantasmas levam-te para onde
O tempo puro que te corresponde
Entre horas ardidas está em flor.
Natália Correia
terça-feira, 24 de maio de 2011
um dia...
um dia, quando me for embora, não quero deixar para trás senão pétalas. Quero deixar amor na memória, mas daquele amor que faz com que as pessoas sejam melhores e mais felizes...não quero que me lembrem com saudade, com dor, com mágoa; quero que me lembrem num sorriso de alegria ao recordar o meu nome, o meu sorriso, algumas das minhas palavras (tantas vezes disparatadas!), do coração que trago no peito, da força que me vem de dentro, dos caminhos que traço ora com arado ora só com as minhas mãos...e desta vontade imensa de espalhar sementes de ser.
nah! hoje não estou depressiva e muito menos dramática. Hoje estou assim num sossego de lume brando.
Entre o Luar e a Folhagem
Entre o luar e a folhagem,
Entre o sossego e o arvoredo,
Entre o ser noite e haver aragem
Passa um segredo.
Segue-o minha alma na passagem.
Tênue lembrança ou saudade,
Princípio ou fim do que não foi,
Não tem lugar, não tem verdade.
Atrai e dói.
Segue-o meu ser em liberdade.
Vazio encanto ébrio de si,
Tristeza ou alegria o traz?
O que sou dele a quem sorri?
Nada é nem faz.
Só de segui-lo me perdi.
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
A Mulher Mais Bonita do Mundo
estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
estás tão bonita hoje.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
segunda-feira, 23 de maio de 2011
As Horas pela Alameda
As horas pela alameda
Arrastam vestes de seda,
Vestes de seda sonhada
Pela alameda alongada
Sob o azular do luar...
E ouve-se no ar a expirar -
A expirar mas nunca expira -
Uma flauta que delira,
Que é mais a idéia de ouvi-la
Que ouvi-la quase tranquila
Pelo ar a ondear e a ir...
Silêncio a tremeluzir...
Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Hoje sinto-me pequenina. Pequenina demais para entender.
Por vezes surge uma vontade enorme de transformar o meu mundo, pintá-lo de cores como uma manta de retalhos...de seguir, ignorando os sinais de stop, cantar, rodopiar, dançar,... e ser feliz em mim e por mim! Apenas por mim!
...mas no meu mundo não sou apenas eu...
...sou eu e os meus medos, eu e os meus sonhos e desejos...
Olha Maria
Olha, Maria
Eu bem te queria
Fazer uma presa
Da minha poesia
Mas hoje, Maria
Pra minha surpresa
Pra minha tristeza
Precisas partir
Parte, Maria
Que estás tão bonita
Que estás tão aflita
Pra me abandonar
Sinto, Maria
Que estás de visita
Teu corpo se agita
Querendo dançar
Parte, Maria
Que estás toda nua
Que a lua te chama
Que estás tão mulher
Arde, Maria
Na chama da lua
Maria cigana
Maria maré
Parte cantando
Maria fugindo
Contra a ventania
Brincando, dormindo
Num colo de serra
Num campo vazio
Num leito de rio
Nos braços do mar
Vai, alegria
Que a vida, Maria
Não passa de um dia
Não vou te prender
Corre, Maria
Que a vida não espera
É uma primavera
Não podes perder
Anda, Maria
Pois eu só teria
A minha agonia
Pra te oferecer
Chico Buarque
.
Em meia-luz sinto o que estou
[ainda não sei se sou
um meio sorriso inda que falso
um olhar cansado descobrindo limites
uma voz fraca a dizer e a coragem de dizê-lo
uma acumulação de pequenas memórias
num dia de cinzas.]
[Cercada de coisas estranhas produzindo versos na espera de um poema
vou me perguntando se somente em pedaços aprendemos a buscar todo o
desejado que caminha rumo a lugar nenhum,
dando duro sem reconhecimento,
sem me importar com o tamanho da ferida que passo a carregar]
[Eu sinto muito
por nada
por existirem palavras
por celebrarem a amizade
pela dificuldade de ser feliz
por sobreviver a cada pôr-do-sol
pela sensibilidade causada ao abrir a porta e partir.]
[Eu sinto muito
em algum momento
no mínimo momento
na insegurança
e no querer saber por que não há valor.]
[Eu sinto muito
por complicar aquilo que é simples
por aprender só depois de ter perdido quando poderia me apegar a tudo aquilo que sei
por olhar ao redor há horas com pura secura e não perceber uma coisa nem outra]
[Eu sinto muito
por ouvir minha própria voz
por não buscar outros sentidos
por saber que não existe um sentido
por ignorar os fortes gritos mais dóceis que o riso.]
(...)
É obscura a condição
mas há muito o que [caminhar
além dos olhos;
além do sentir;
além do amar;
além da necessidade de
Eu sentir muito.]
Flávia Dellamura
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XLIII"
Heterónimo de Fernando Pessoa
terça-feira, 17 de maio de 2011
Eu Simplesmente Amo-te. Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.
Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor"
terça-feira, 10 de maio de 2011
Já vi!
Já vi dias vazios, cinzentos
Já vi vidros partidos, incenso
Já vi inúmeras cores em lápis de cor.
Já vi.
Arco-íris,
Borboletas,
Bicicletas,
Pérolas,
Vasos quebrados, terra nas mãos e areias entre os dedos.
Já vi pássaros com os seus ninhos,
Já vi sorrisos de dor, de prazer, de fervor.
Já vi olhos perdidos, abraços apertados, sonhos desgarrados,
Mãos entre as mãos, beijos perdidos e toques vazios.
Barcos no mar, caravelas, açucenas,
Nuvens brancas e cinzentas,
Olhos tristes, bondosos, caprichosos,
Já vi rugas, folhas caídas, a lua,
Danças despidas, cabelos ao vento,
Vontades sedentas.
Estrelas cadentes, cristais e pedras preciosas,
Automóveis velozes,
Amigos sinceros,
Cinzeiros sujos, guarda chuvas molhados,
Pés inquietos,
Lagos com patos,…
...em contemplação.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
A Semeadora
A semeadora vai percorrendo os caminhos,
Simples
Segura
Valente.
Vai percorrendo e cruzando caminhos.
Vai em prol da sementeira!
A cada punhado de terra que encontra
Deixa ela a sua semente.
Aconselhando que o melhor será deixar a mão aberta
Para que nela se abata a chuva e nela irradie o sol.
Deixa. E seguindo o caminho
Leva no coração a esperança que quando estiver de volta
A sua semente tenha germinado.
E parte em prol da sementeira!
E segue.
Segue pelo caminho.
Com um sorriso que lhe acalenta o rosto.
Resoluta
Sincera
Audaz.
Segue a Semeadora
De sonhos
De amor
De paz.
Em prol da sementeira!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
"Gosto de gente bonita por fora e por dentro.
Gosto de gente que saiba ser e estar.
Gosto do cheiro a terra nas tardes de Verão, quando chove. Gosto do cheiro das manhãs de sol, da luz e do azul do mar, do cheiro a maresia.
Gosto de pés macios, de mãos tratadas, de sapatos, de gravatas, de praia, de sol e de areia entre os dedos.
Gosto de comer bem, sou guloso e de me deixar tentar.
Gosto de viver.
Gosto de amor e com humor.
Gosto das séries da RTP2, do Jornal das 10 e de carros clássicos.
Quero viver com alguém que queira viver comigo a sua vida.
Não quero viver apenas a vida dos outros. Quero mais.
Quero partilha, quero um cúmplice, quero não ter medo do silêncio.
Não tenho um blogue. Não tenho nem talento nem uma vida suficientemente interessante.
Talvez um dia um livro".
J. Craveiro
quinta-feira, 21 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Eu lembro-me do meu instante mágico, daquele momento em que um "sim" e um "não" podem mudar toda a nossa existência. Parece ter acontecido há tanto tempo e, no entanto, faz apenas uma semana que reencontrei o meu amado e o perdi.
Nas margens do Rio Piedra escrevi esta história. As mãos ficavam geladas, as pernas entorpecidas pela posição e eu precisava parar a todo o instante.
- Procure viver. Lembrar é para os mais velhos - dizia ele.
Talvez o amor nos faça envelhecer antes da hora e nos torne jovens quando a juventude já passou. Mas como não recordar aqueles momentos? Por isso escrevia, para transformar a tristeza em saudade, a solidão em lembranças. Para que, quando acabasse de contar a mim mesma esta história, a pudesse lançar no Piedra - assim me tinha dito a mulher que me acolheu. Para que então - as águas pudessem apagar o que o fogo escreveu.
Todas as histórias de amor são iguais.
Paulo Coelho "Nas margens do Rio Piedra"
domingo, 17 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
É fantástico saber que estão aí!
Tinha 13-14 anos quando comecei a escrever narrativas e poemas. O meu entusiasmo nasceu graças a um professor de português do qual já não me lembro o nome... É pena! Lembro-me que nos pediu para redigir uma história de amor, andava eu no 9.º ano. A minha narrativa tinha lugar em Veneza. Nunca lá estive, mas imaginação tinha! Já naquela altura sonhava, sonhava com um céu mais límpido e corações sinceros.
Um dia destes andava eu nas arrumações, e a dita saltou-me às vistas. Como eu escrevia bem! Hoje os miúdos não escrevem assim. Também é pena! Por vezes coro de vergonha ao reler textos repletos de erros escritos por miúdos de 15-16 anos.
Apeteceu-me partilhar! :)
Tinha 13-14 anos quando comecei a escrever narrativas e poemas. O meu entusiasmo nasceu graças a um professor de português do qual já não me lembro o nome... É pena! Lembro-me que nos pediu para redigir uma história de amor, andava eu no 9.º ano. A minha narrativa tinha lugar em Veneza. Nunca lá estive, mas imaginação tinha! Já naquela altura sonhava, sonhava com um céu mais límpido e corações sinceros.
Um dia destes andava eu nas arrumações, e a dita saltou-me às vistas. Como eu escrevia bem! Hoje os miúdos não escrevem assim. Também é pena! Por vezes coro de vergonha ao reler textos repletos de erros escritos por miúdos de 15-16 anos.
Apeteceu-me partilhar! :)
sexta-feira, 11 de março de 2011
Mais um mimo!
Obrigada, Rebelde! Gostei da parte em que dizes que adoras ser mãe :)
7 coisas sobre mim?
1. Em primeiro lugar, gosto imenso de mim
2. Profunda e introspectiva
3. Autêntica e, de acordo com opiniões alheias, misteriosa
4. Sorrisos
5. Olhos nos olhos
6. Simplicidade
7. Coração
Agora 15 blogs...mas são muitos mais! Vai à sorte...fecho os olhos e aqui vai!
http://thaisaschelles.blogspot.com/
http://mundodeumalagrima.blogspot.com/
http://danielascsilva.blogspot.com/
http://bomdiiiaalegria.blogspot.com/
http://amanhtalvez.blogspot.com/
http://ambiguidade-insegura.blogspot.com/
http://palavrasdapetra.blogspot.com/
http://doquemefazviver.blogspot.com/
http://conflitosdeconfissoes.blogspot.comf/
http://raiano52.blogspot.com/
http://diarioderelogio.blogspot.com/
http://suelifenixando.blogspot.com/
http://guardeiparatedizer.blogspot.com/
http://jardinsdaalma.blogspot.com/
http://misteriosaatraccao.blogspot.com/
7 coisas sobre mim?
1. Em primeiro lugar, gosto imenso de mim
2. Profunda e introspectiva
3. Autêntica e, de acordo com opiniões alheias, misteriosa
4. Sorrisos
5. Olhos nos olhos
6. Simplicidade
7. Coração
Agora 15 blogs...mas são muitos mais! Vai à sorte...fecho os olhos e aqui vai!
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quarta-feira, 2 de março de 2011
É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.
Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.
E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
By Charles Baudelaire
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Estou quase quase de partida.
Espera-me uma vida nova, não sei se mais feliz ou mais solitária, com a qual (quase) sempre sonhei. Sonhei com uma vida livre, sem compromissos, sem "ter que" mas só porque me apetece. Sair e voltar, sair e não voltar, não sair simplesmente,... rir, chorar, dançar, rodopiar,...sem quaisquer olhos na minha direção.
Mas a verdade, e agora que está quase quase, está a custar um pouco...talvez pela mania de querer sempre sentir que tenho tudo sob controlo. Pois, desta vez (e de tantas outras) não tenho. Não sei bem o que me espera. Sei que ninguém me esperará quando voltar... Na verdade esta será uma sensação nova: saber que não terei ninguém à minha espera, saber que quando chegar entrarei no silêncio do meu casulo, acordado apenas pelo bater de tacões ao longo do corredor do vizinho de cima. Sei que dormirei cedo em frente a um televisor em monólogo. Sei que a minha música não mais incomodará. Sei que passarei a preparar de véspera a roupa do dia seguinte. Sei que passarei a apreciar e a cuidar mais de mim. Sei que passarei noites frias. Sei que o telemóvel deixará de tocar para o jantar. Sei que sentirei saudades da comida da mamã... :(
Mas também sei que este será o meu verdadeiro bater de asas. Sem volta.
Afinal, e relendo-me, sei mais do que aquilo que não sei. Yupi!
É tão bom reflectir sobre aquilo que nos incomoda, pois das duas uma: ou ficamos mais incomodados ainda ou serenamos o espírito. Ups! Só ainda não sei qual das duas escolho...
Espera-me uma vida nova, não sei se mais feliz ou mais solitária, com a qual (quase) sempre sonhei. Sonhei com uma vida livre, sem compromissos, sem "ter que" mas só porque me apetece. Sair e voltar, sair e não voltar, não sair simplesmente,... rir, chorar, dançar, rodopiar,...sem quaisquer olhos na minha direção.
Mas a verdade, e agora que está quase quase, está a custar um pouco...talvez pela mania de querer sempre sentir que tenho tudo sob controlo. Pois, desta vez (e de tantas outras) não tenho. Não sei bem o que me espera. Sei que ninguém me esperará quando voltar... Na verdade esta será uma sensação nova: saber que não terei ninguém à minha espera, saber que quando chegar entrarei no silêncio do meu casulo, acordado apenas pelo bater de tacões ao longo do corredor do vizinho de cima. Sei que dormirei cedo em frente a um televisor em monólogo. Sei que a minha música não mais incomodará. Sei que passarei a preparar de véspera a roupa do dia seguinte. Sei que passarei a apreciar e a cuidar mais de mim. Sei que passarei noites frias. Sei que o telemóvel deixará de tocar para o jantar. Sei que sentirei saudades da comida da mamã... :(
Mas também sei que este será o meu verdadeiro bater de asas. Sem volta.
Afinal, e relendo-me, sei mais do que aquilo que não sei. Yupi!
É tão bom reflectir sobre aquilo que nos incomoda, pois das duas uma: ou ficamos mais incomodados ainda ou serenamos o espírito. Ups! Só ainda não sei qual das duas escolho...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
As frases que preciso ouvir!
Vamos lá retomar este post e fazer um ponto de situação...
- Desculpa (já ouvi algumas vezes...não gosto muito de a ouvir, pois é sinal que algo me magoou)
- Amiga (algumas vezes)
- Preciso de ti (esta ainda não ouvi...)
- Cheguei (esta digo-a eu muitas vezes)
- Para sempre teu (pois...ainda não)
- Mãe (esta sei que não ouvirei tão cedo...)
- Linda (siiim, dos lábios certos)
- Amor (siiimmm...)
- Companheira (nah...)
- Gosto de ti (ainda que seja "assim um bocadinho muito pequenino...")
- Sinto a tua falta (sonha, sonha,...)
- Fazes parte de mim (só o eco...)
- Fazes-me feliz (ainda não...tenho esperança)
- Avó (talvez quando chegar a altura já nem a consiga ouvir...)
- Querida (também não...)
- AMO-TE (assim de passagem...e muito baixinho)
Quando as ouvir terá terminado a minha missão... (espero que não termine tão cedo!!!)
- Desculpa (já ouvi algumas vezes...não gosto muito de a ouvir, pois é sinal que algo me magoou)
- Amiga (algumas vezes)
- Preciso de ti (esta ainda não ouvi...)
- Cheguei (esta digo-a eu muitas vezes)
- Para sempre teu (pois...ainda não)
- Mãe (esta sei que não ouvirei tão cedo...)
- Linda (siiim, dos lábios certos)
- Amor (siiimmm...)
- Companheira (nah...)
- Gosto de ti (ainda que seja "assim um bocadinho muito pequenino...")
- Sinto a tua falta (sonha, sonha,...)
- Fazes parte de mim (só o eco...)
- Fazes-me feliz (ainda não...tenho esperança)
- Avó (talvez quando chegar a altura já nem a consiga ouvir...)
- Querida (também não...)
- AMO-TE (assim de passagem...e muito baixinho)
Quando as ouvir terá terminado a minha missão... (espero que não termine tão cedo!!!)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Voltei. Sim, já fechei a janela. Há dias em que faço algumas birras. Também é saudável...digo eu!
Bem, há coisas que me aborrecem verdadeiramente. Não suporto hipocrisias...mas ao longo da vida tenho aprendido que por vezes é a melhor abordagem.
Que coisa! Que estou eu a dizer? Melhor abordagem? Nunca fui, não sou, não quero ser!
Sorry!
Eu sou assim...pequenina no meio da multidão...
Bem, há coisas que me aborrecem verdadeiramente. Não suporto hipocrisias...mas ao longo da vida tenho aprendido que por vezes é a melhor abordagem.
Que coisa! Que estou eu a dizer? Melhor abordagem? Nunca fui, não sou, não quero ser!
Sorry!
Eu sou assim...pequenina no meio da multidão...
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Estou verdadeiramente cansada. Cansada de ficar serena e, estupidamente, a pensar que o tempo pára. Que cada dia é um recomeço...pois, recomeço de quê?
$&#%=?»§£* hoje estou assim. Com vontade de gritar de janela aberta! Como não posso, vou alí e venho já... que é como quem diz: vou alí tomar um café e, no caminho, talvez de vidro aberto consiga dizer um ai...
E como eu também tenho dias assim, hoje não posto com foto. O meu grito de Ipiranga! lol
$&#%=?»§£* hoje estou assim. Com vontade de gritar de janela aberta! Como não posso, vou alí e venho já... que é como quem diz: vou alí tomar um café e, no caminho, talvez de vidro aberto consiga dizer um ai...
E como eu também tenho dias assim, hoje não posto com foto. O meu grito de Ipiranga! lol
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Ai, quem me dera...
Ai quem me dera, terminasse a espera
E retornasse o canto simples e sem fim...
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor
Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais
Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguem chamar por mim...
Vinícius de Moraes
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