E cá vou eu!!!
sábado, 27 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
passos
e entre os passos a brisa
em passadas compassadas e mais além descontraídas.
Silêncio!
ouve-se a brisa nos cortinados da casa
e as folhas douradas sacudidas caem no chão.
De novo o silêncio!
e continuam os passos
agora mais lentos.
E senta-se um corpo quase desnudo em desalento.
as lágrimas entoam no chão
trazendo à memória o rio salgado.
Silêncio!
E ouve-se o GRITO.
retomam-se os passos
um olhar mais atento
renasço por dentro.
Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mário Quintana
sábado, 20 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade
Ora, nem mais!!!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Gosto quando me olhas nos olhos e sorris.
Gosto quando o teu sorriso me arrepia.
Gosto da melodia da tua voz.
Gosto quando me apertas contra o peito.
Gosto quando me pedes para ficar.
Gosto de cada vez que me roubas um beijo.
Gosto quando te ris das nossas brincadeiras.
Gosto quando dizes que estou bonita.
Gosto de cada encontro que promoves.
Gosto quando procuras o meu colo.
Gosto quando te entreténs nos meus cabelos.
Gosto de sentir-te em mim.
Gosto quando me esperas.
Gosto quando me tocas o rosto.
Gosto de sentir a tua mão na minha.
Gosto quando te preocupas comigo.
Gosto quando me lembro de ti e sorrio.
Gosto de saber que vigias o meu sono.
Gosto quando a saudade aperta.
Gosto quando me dizes que sim.
Gosto de ter-te hoje ao meu lado.
Gosto de cada pedacinho de ti…
sábado, 13 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Já és minha. Repousa com teu sonho em meu sonho.
Amor, dor, trabalhos, devem dormir agora.
Gira a noite sobra suas invisíveis rodas
e junto a mim és pura como âmbar dormido.
Nenhuma mais, amor, dormirá com meus sonhos.
Irás, iremos juntos pelas águas do tempo.
Nenhuma mais viajará pela sombra comigo,
só tu, sempre-viva, sempre sol, sempre lua.
Já tuas mãos abriram os punhos delicados
e deixaram cair suaves sinais sem rumo,
teus olhos se fecharam como duas asas cinzas.
Enquanto eu sigo a água que levas e me leva:
a noite, o mundo, o vento enovelam seu destino,
e já não sou sem ti senão apenas teu sonho.
Pablo Neruda
BOA NOITE...
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Fui presenteada pela querida amiga ISABEL BATISTA do blog DEVANEIOS DE UMA MULHER (http://devaneiosdeumamulher.blogspot.com/) e que muito agradeço, deixando aqui o meu beijinho de agradecimento pelo carinho.
Como forma de reconhecimento pela criatividade indico os seguintes blogs (mas há tantos outros...):
http://coisasdavidaa.blogspot.com/
http://amanhtalvez.blogspot.com/
http://patlins.blogspot.com/
http://raiano52.blogspot.com/
http://em-prosa-e-verso.blogspot.com/
http://guardeiparatedizer.blogspot.com/
http://jardinsdaalma.blogspot.com/
http://genapoeta.blogspot.com/
http://secretodiariode.blogspot.com/
http://omeucantito.blogspot.com/
Segundo o criador do selo (Quicas):
"O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor á Web".
Eis as regras:
- Exibir a imagem do Selo no Blog
- Exibir o link do blog que você recebeu a indicação
- Escolher 10, 15 ou 30 blogs para dar a indicação e avisá-los.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Solidão
Aproximo-me da noite
o silêncio abre os seus panos escuros
e as coisas escorrem
por óleo frio e espesso
Esta deveria ser a hora
em que me recolheria
como um poente
no bater do teu peito
mas a solidão
entra pelos meus vidros
e nas suas enlutadas mãos
solto o meu delírio
É então que surges
com teus passos de menina
os teus sonhos arrumados
como duas tranças nas tuas costas
guiando-me por corredores infinitos
e regressando aos espelhos
onde a vida te encarou
Mas os ruídos da noite
trazem a sua esponja silenciosa
e sem luz e sem tinta
o meu sonho resigna
Longe
os homens afundam-se
com o caju que fermenta
e a onda da madrugada
demora-se de encontro
às rochas do tempo
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Medo
Tenho medo do grito mudo
Da ausência de ouvidos.
Tenho medo de não ser capaz
De olhar em frente
De ver luz,
De lutar,
De contemplar e de sentir paz...
Medo que o meu coração
Esfrie...
Medo de não sonhar...
Medo de partir sem sequer ter chegado...
Medo de não ousar.
Medo de não crer.
E, no final,
A vida por mim ter passado...
Com medo de a viver!
sábado, 30 de outubro de 2010
"Se te sentes só, num mundo de estranhos, e anseias por alguém que ainda não conheces...
Se as nuvens onde voas, num céu azul de esperança, em cinzento se tornam e te sentes cair...
Se sentes mesmo assim, que queres abrir as asas e recuperar o voo que, para ti, é tudo..."
By Richard Bach in A Ponte para a Eternidade
Se as nuvens onde voas, num céu azul de esperança, em cinzento se tornam e te sentes cair...
Se sentes mesmo assim, que queres abrir as asas e recuperar o voo que, para ti, é tudo..."
By Richard Bach in A Ponte para a Eternidade
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Soneto a Quatro Mãos
Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
By Paulo Mendes Campos/ Vinicius de Morais
Canção do dia de sempre
Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…
By Mário Quintana
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
By Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Tenho dias assim... em que páro de escrever...
Mas regresso.
Quando o turbilhão de emoções dentro de mim apazigua ou quando cá dentro não existe calma.
Quando sinto necessidade de olhar as emoções em cada sílaba que escrevo. E entendê-las.
Gosto de poder contemplá-las no monitor.
E ainda que anos se passem, sei com que emoção escrevi cada letra...dentro de mim.
E encontro-me.
Voltarei sempre enquanto a tinta não se deixar secar.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Estou cansada!
Mais um dia que passa...dando lugar à serenidade de mais uma noite que aguarda sombria e doce.
Finalmente o dia chegou ao fim. E amanhã um novo dia, um novo céu, uma nova luta, mais um recomeço...
Hoje sinto em mim o peso de mais uma missão cumprida.
Estou feliz no meu cansaço.
Boa noite!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
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