terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Estou quase quase de partida.
Espera-me uma vida nova, não sei se mais feliz ou mais solitária, com a qual (quase) sempre sonhei. Sonhei com uma vida livre, sem compromissos, sem "ter que" mas só porque me apetece. Sair e voltar, sair e não voltar, não sair simplesmente,... rir, chorar, dançar, rodopiar,...sem quaisquer olhos na minha direção.
Mas a verdade, e agora que está quase quase, está a custar um pouco...talvez pela mania de querer sempre sentir que tenho tudo sob controlo. Pois, desta vez (e de tantas outras) não tenho. Não sei bem o que me espera. Sei que ninguém me esperará quando voltar... Na verdade esta será uma sensação nova: saber que não terei ninguém à minha espera, saber que quando chegar entrarei no silêncio do meu casulo, acordado apenas pelo bater de tacões ao longo do corredor do vizinho de cima. Sei que dormirei cedo em frente a um televisor em monólogo. Sei que a minha música não mais incomodará. Sei que passarei a preparar de véspera a roupa do dia seguinte. Sei que passarei a apreciar e a cuidar mais de mim. Sei que passarei noites frias. Sei que o telemóvel deixará de tocar para o jantar. Sei que sentirei saudades da comida da mamã... :(
Mas também sei que este será o meu verdadeiro bater de asas. Sem volta.
Afinal, e relendo-me, sei mais do que aquilo que não sei. Yupi!
É tão bom reflectir sobre aquilo que nos incomoda, pois das duas uma: ou ficamos mais incomodados ainda ou serenamos o espírito. Ups! Só ainda não sei qual das duas escolho...
Espera-me uma vida nova, não sei se mais feliz ou mais solitária, com a qual (quase) sempre sonhei. Sonhei com uma vida livre, sem compromissos, sem "ter que" mas só porque me apetece. Sair e voltar, sair e não voltar, não sair simplesmente,... rir, chorar, dançar, rodopiar,...sem quaisquer olhos na minha direção.
Mas a verdade, e agora que está quase quase, está a custar um pouco...talvez pela mania de querer sempre sentir que tenho tudo sob controlo. Pois, desta vez (e de tantas outras) não tenho. Não sei bem o que me espera. Sei que ninguém me esperará quando voltar... Na verdade esta será uma sensação nova: saber que não terei ninguém à minha espera, saber que quando chegar entrarei no silêncio do meu casulo, acordado apenas pelo bater de tacões ao longo do corredor do vizinho de cima. Sei que dormirei cedo em frente a um televisor em monólogo. Sei que a minha música não mais incomodará. Sei que passarei a preparar de véspera a roupa do dia seguinte. Sei que passarei a apreciar e a cuidar mais de mim. Sei que passarei noites frias. Sei que o telemóvel deixará de tocar para o jantar. Sei que sentirei saudades da comida da mamã... :(
Mas também sei que este será o meu verdadeiro bater de asas. Sem volta.
Afinal, e relendo-me, sei mais do que aquilo que não sei. Yupi!
É tão bom reflectir sobre aquilo que nos incomoda, pois das duas uma: ou ficamos mais incomodados ainda ou serenamos o espírito. Ups! Só ainda não sei qual das duas escolho...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
As frases que preciso ouvir!
Vamos lá retomar este post e fazer um ponto de situação...
- Desculpa (já ouvi algumas vezes...não gosto muito de a ouvir, pois é sinal que algo me magoou)
- Amiga (algumas vezes)
- Preciso de ti (esta ainda não ouvi...)
- Cheguei (esta digo-a eu muitas vezes)
- Para sempre teu (pois...ainda não)
- Mãe (esta sei que não ouvirei tão cedo...)
- Linda (siiim, dos lábios certos)
- Amor (siiimmm...)
- Companheira (nah...)
- Gosto de ti (ainda que seja "assim um bocadinho muito pequenino...")
- Sinto a tua falta (sonha, sonha,...)
- Fazes parte de mim (só o eco...)
- Fazes-me feliz (ainda não...tenho esperança)
- Avó (talvez quando chegar a altura já nem a consiga ouvir...)
- Querida (também não...)
- AMO-TE (assim de passagem...e muito baixinho)
Quando as ouvir terá terminado a minha missão... (espero que não termine tão cedo!!!)
- Desculpa (já ouvi algumas vezes...não gosto muito de a ouvir, pois é sinal que algo me magoou)
- Amiga (algumas vezes)
- Preciso de ti (esta ainda não ouvi...)
- Cheguei (esta digo-a eu muitas vezes)
- Para sempre teu (pois...ainda não)
- Mãe (esta sei que não ouvirei tão cedo...)
- Linda (siiim, dos lábios certos)
- Amor (siiimmm...)
- Companheira (nah...)
- Gosto de ti (ainda que seja "assim um bocadinho muito pequenino...")
- Sinto a tua falta (sonha, sonha,...)
- Fazes parte de mim (só o eco...)
- Fazes-me feliz (ainda não...tenho esperança)
- Avó (talvez quando chegar a altura já nem a consiga ouvir...)
- Querida (também não...)
- AMO-TE (assim de passagem...e muito baixinho)
Quando as ouvir terá terminado a minha missão... (espero que não termine tão cedo!!!)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Voltei. Sim, já fechei a janela. Há dias em que faço algumas birras. Também é saudável...digo eu!
Bem, há coisas que me aborrecem verdadeiramente. Não suporto hipocrisias...mas ao longo da vida tenho aprendido que por vezes é a melhor abordagem.
Que coisa! Que estou eu a dizer? Melhor abordagem? Nunca fui, não sou, não quero ser!
Sorry!
Eu sou assim...pequenina no meio da multidão...
Bem, há coisas que me aborrecem verdadeiramente. Não suporto hipocrisias...mas ao longo da vida tenho aprendido que por vezes é a melhor abordagem.
Que coisa! Que estou eu a dizer? Melhor abordagem? Nunca fui, não sou, não quero ser!
Sorry!
Eu sou assim...pequenina no meio da multidão...
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Estou verdadeiramente cansada. Cansada de ficar serena e, estupidamente, a pensar que o tempo pára. Que cada dia é um recomeço...pois, recomeço de quê?
$&#%=?»§£* hoje estou assim. Com vontade de gritar de janela aberta! Como não posso, vou alí e venho já... que é como quem diz: vou alí tomar um café e, no caminho, talvez de vidro aberto consiga dizer um ai...
E como eu também tenho dias assim, hoje não posto com foto. O meu grito de Ipiranga! lol
$&#%=?»§£* hoje estou assim. Com vontade de gritar de janela aberta! Como não posso, vou alí e venho já... que é como quem diz: vou alí tomar um café e, no caminho, talvez de vidro aberto consiga dizer um ai...
E como eu também tenho dias assim, hoje não posto com foto. O meu grito de Ipiranga! lol
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Ai, quem me dera...
Ai quem me dera, terminasse a espera
E retornasse o canto simples e sem fim...
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor
Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais
Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguem chamar por mim...
Vinícius de Moraes
sábado, 8 de janeiro de 2011
alegria...
Tenho-a visto passar, cantando, à minha porta,
E às vezes, bruscamente, invadir o meu lar,
Sentar-se à minha mesa, e a sorrir, meia morta,
Deitar-se no meu leito e o meu sono embalar.
Tumultuosa, nos seus caprichos desenvoltos,
Quase meiga, apesar do seu riso constante,
De olhos a arder, lábios em flor, cabelos soltos,
A um tempo é cortesã, deusa ingénua ou bacante...
Quando ela passa, a luz dos seus olhos deslumbra;
Tem como o Sol de Inverno um brilho encantador;
Mas o brilho é fugaz, — cintila na penumbra,
Sem que dele irradie um facho criador.(...)
António Feijó
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
TRISTEZA
Pedaços de água no olhar...
De sonhos desfeitos em nada
Cabelos em desalinho
Onde brilham em torvelinho,
Pérolas de pranto ao luar....
Olhos tristes de quem sofreu
Na vida, tormentos mil
Silêncios a quem doeu,
Um amor que já morreu,
Ainda por começar...
Embalada nos braços fortes
De uma recordação,
Vai tropeçando em pedaços
Vazios de um coração...
Sonha, menina triste,
Limpa as lágrimas, sorri
Também eu vivi morrendo
E morri, vivendo em ti....
By MARIA CÉLIA SILVA
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A esperança é uma coisa terrível, disse ela.
Ai é?
Sim, mantém-nos a viver noutro lugar, num lugar que não existe.
Para algumas pessoas é melhor que o sítio onde estão. Para muitos é um consolo.
Na vida, disse ela. Um consolo na vida? Será que isso é algum viver?
Há pessoas que não têm outra escolha.
Não e isso é terrível.
A esperança é melhor que a infelicidade, disse ele. Ou o desespero.
A esperança pertence à mesma categoria que o desespero.
A esperança não é tão má, contrapôs ele.
Ao menos o desespero tem algo de verdadeiro.
Susan Minot, "Ao Anoitecer"
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
passos
e entre os passos a brisa
em passadas compassadas e mais além descontraídas.
Silêncio!
ouve-se a brisa nos cortinados da casa
e as folhas douradas sacudidas caem no chão.
De novo o silêncio!
e continuam os passos
agora mais lentos.
E senta-se um corpo quase desnudo em desalento.
as lágrimas entoam no chão
trazendo à memória o rio salgado.
Silêncio!
E ouve-se o GRITO.
retomam-se os passos
um olhar mais atento
renasço por dentro.
Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mário Quintana
sábado, 20 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade
Ora, nem mais!!!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Gosto quando me olhas nos olhos e sorris.
Gosto quando o teu sorriso me arrepia.
Gosto da melodia da tua voz.
Gosto quando me apertas contra o peito.
Gosto quando me pedes para ficar.
Gosto de cada vez que me roubas um beijo.
Gosto quando te ris das nossas brincadeiras.
Gosto quando dizes que estou bonita.
Gosto de cada encontro que promoves.
Gosto quando procuras o meu colo.
Gosto quando te entreténs nos meus cabelos.
Gosto de sentir-te em mim.
Gosto quando me esperas.
Gosto quando me tocas o rosto.
Gosto de sentir a tua mão na minha.
Gosto quando te preocupas comigo.
Gosto quando me lembro de ti e sorrio.
Gosto de saber que vigias o meu sono.
Gosto quando a saudade aperta.
Gosto quando me dizes que sim.
Gosto de ter-te hoje ao meu lado.
Gosto de cada pedacinho de ti…
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